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Retrospectiva: Metal Gear Solid

A convite do meu amigo Wellington, contribuirei com as postagens deste blog, especialmente na área de video games e tecnologia.
 
Minha primeira postagem será uma análise da tão bem sucedidade série de video games Metal Gear Solid. A Série tem a minha idade (nasceu em 1987), produzida por Hideo Kojima, inovando o mundo dos games virtuais com um jogo de espionagem que prezava pelo modo de jogo sneaking, em que você deverá ser visto pelos inimigos o mínimo de vezes possível e evitando conflitos diretos, apesar do riquíssimo arsenal disponibilizado ao longo do jogo.
 
O primeiro jogo da série, Metal Gear, e o segundo, Metal Gear 2: Solid Snake, são protagonizados pelo herói Solid Snake, que é imbuido da grande missão de colocar um fim à arma de guerra entitulada Metal Gear, sob o comando de Big Boss, o líder do Outer Haven.
 
O enredo, para a época, era sólido demais. Lembro bem dos finais de semana e feriados que eu ia para a locadora de video games e alugava vários jogos (dentre eles Mario, Megaman, alguns de corrida, etc) e não dava bola para o enredo dos jogos. Naquela época, eu estava muito mais preocupado em sair correndo para a frente atirando (Megaman) ou pulando na cabeça dos inimigos (Mario). Tanto é que joguei os primeiros jogos da série Metal Gear há apenas uns seis anos. O que mais me prende a série, nos dias de hoje, é o enredo, especialmente pelo fato de que nenhum jogo da série Metal Gear é independente dos demais: todos são ligados! Um continua o outro, o que trás uma densidade ainda maior ao enredo e ao background das personagens.
 
A série se difundiu ainda mais com o lançamento, em 1998, do jogo Metal Gear Solid: Tactical Espionage Action para a plataforma PlayStation. À época, lembro-me bem, era o jogo mais completo e detalhista que já havia jogado: além de o enredo prender a minha atenção do início ao fim, o arsenal era fantástico, contando com pistolas, submetralhadoras, rifles de sniper (isso sim achei animal!), lança mísseis, dentre outros. Ao longo do jogo, para você evitar ser visto pelos inimigos o protagonista tinha a habilidade de se esconder embaixo de caixas, mesas, caminhões e até mesmo encostar-se nas paredes! Convenhamos que, para a época, o jogo superava demais as expectativas. A versão original foi tão bem sucedida que o produtor, Hideo Kojima, decidiu lançar uma versão extra: Metal Gear Solid Integral, que contava com um disco extra, contendo uma enorme quantidade de missões de treino bastante diversificadas. O maior extra, entretanto, estava em você poder jogar missões com o Ninja do jogo original.
O enredo do jogo, tão envolvente quanto os de seus antecessores, introduz algumas novidades aos fãs da série, apresentando o herói, Solid Snake, como um clone do vilão que você (supostamente) matou nos jogos anteriores, Big Boss. Não bastante, Solid Snake não é o único clone: Liquid Snake, o grande vilão desta edição do jogo, é um "irmão gêmeo" do herói. A trama se desenvolve apresentando personagens e situações verificadas nos jogos antecessores, como o aparecimento do Cyborg Ninja, que, no jogo de 1987, é Frank Jaeger, conhecido por Gray Fox.
 
O jogo marcou uma geração através de suas qualidades. A interpretação dos atores, nas versões européia e americana do jogo, é excelente. As vozes carregam emoção e características que combinam com as personagens. Eu, particularmente, ainda hoje fico doido ouvindo a voz doce e delicada da personagem Mei Ling!
 
A sequencia, Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty, empolgou e decepcionou muitos jogadores em pouco tempo. Os trailers e apresentações do jogo mostravam inúmeras cenas do herói, Solid Snake, em ação. Os gráficos, já através dos trailers, empolgavam muitos jogadores de MGS que esperavam ansiosamente o lançamento para a plataforma PlayStation 2. Com o lançamento, em 20xx, as ações da Konami subiram rapidamente por conta da ansiedade dos fãs, que logo teriam uma grande surpresa.
 
O jogo divide-se em dois capítulos: Tanker e Plant. O capítulo Tanker, apesar de curto, é envolvente. Neste capítulo o jogador controla Solid Snake, em uma missão stealth, que visa comprovar os mitos de que o exército americano está desenvolvendo um novo Metal Gear, chamado de Ray. O cenário do capítulo é um navio militar dos EUA que logo no início do jogo é tomado por forças russas, trazendo à série novamente o personagem Revolver Ocelot, apresentado em Metal Gear Solid.
 
Infelizmente o capítulo é curto e pode ser terminado em pouco tempo, trazendo uma série de videos intrigantes acerca dos planos de Ocelot, que rouba o novo Metal Gear Ray.
 
O segundo capítulo inicia-se de maneira semelhante ao MGS1, no entanto, ao invés de controlar Solid Snake, o jogador controlará um novo personagem: Jack, sob o codenome Raiden. Este personagem, que virá a ser uma das figuras mais empolgantes, fortes e intrigantes de Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots, foi recebido de forma bastante negativa pelos fãs da série, que não gostaram de seu fundo histórico, sua aparência e seus golpes. Lembro-me que, quando o jogo foi lançado para PC (eu não tinha PS2 na época), fiquei um pouco decepcionado com o Raiden, até porque o herói da série ocupava um papel de destaque no jogo (exceto pelo fato de que não o controlamos mais).
Ao longo do jogo, após passar as primeiras impressões sobre Raiden, a trama começa a se desenvolver mais profundamente, apresentando novos inimigos e o romance entre Raiden e Rose. A trama deste jogo torna-se bastante complexa, remetendo a todo tempo os eventos anteriores da série. O grande pano de fundo de MGS2: Sons of Liberty é a organização chamada apenas de The Patriots (La li lu le lo), doze nomes responsáveis pelo total controle da economia, das leis e da política dos EUA.
 
Evitando spoilers para aqueles que AINDA não jogaram o MGS2, concluo aqui que se trata sim de um excelente título da série. O fato de controlarmos Solid Snake apenas no primeiro capítulo pode parecer decepcionante, a princípio, mas o novo herói, Raiden, tem também uma história envolvente e um passado obscuro, que o persegue e o faz buscar a própria identidade.
 
O enredo de MGS2 deixa muitas questões em aberto, como o desaparecimento da filha de Olga Gurlucovich (apresentada em MGS2) e a identidade dos doze homens que compõe The Patriots.
 
A maioria das questões abertas neste jogo terão seu desfecho apenas em Metal Gear Solid 4: Guns of The Patriots.
 
Aqui termino a primeira parte de minha retrospectiva da série Metal Gear Solid, em que tratei dos títulos de 1987, 1990 e de MGS e MGS2. Na próxima parte da retrospectiva tratarei de Metal Gear Solid 3: Snake Eater e suas sequencias lançadas exclusivamente para o sistema PlayStation Portable (PSP), que se tratam de prequels de todos os jogos tratados nesta matéria.
 
Não percam a parte II!

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